O preço

Acordar às 5 da manhã foi um hábito que me presenteou com percepções que talvez sejam banais para a maioria de vocês. Mas são valiosas para mim.

O céu meio escuro, a quietude da rua. O corpo quente e ainda sem reflexos, tentando insistir no sono. O silêncio quebrado apenas por alguns poucos carros passando, pessoas que acordaram antes de mim ou sequer dormiram. E os pássaros. Enquanto eu me alongava e respirava profundamente, enquanto eu comia minha aveia, enquanto calçava os tênis para me exercitar. Os pássaros cantavam, os carros passavam, em um crescendo. E eu pensava: “Esse é o meu preço. Um pequeno preço, mas o meu preço”. Continue lendo “O preço”