Já estamos postando sobre artigos de renda variável há algum tempo. Fomos do céu ao inferno desde então. Ná época que os incautos achavam que a bolsa iria subir pra sempre, na época do “100% em renda variável” sem saber o que está fazendo. Nesta postagem de hoje, vou elencar algumas lições que eu venho aprendendo e também que outras pessoas ligadas à Educação Financeira estão destacando bastante.

1. Ter a sua reserva de emergência

Essa aqui nunca cansamos de falar. É o primeiro passo de qualquer investidor que deseje ter bons resultados no longo prazo. Hoje, essa reserva é essencial para os comerciantes, autônomos ou qualquer outro que esteja com o emprego na linha. Muitos que colocaram a reserva no Tesouro Selic ficaram em desespero quando as operações no TD foram suspensas (estão suspensas até hoje). A “sorte” é que o Tesouro Nacional liberou o Tesouro Selic para saques e aportes após o pânico inicial. Por isso que muitos defendem, e eu concordo, que reserva de emergência é na Poupança, pois tem muita liquidez, até mesmo em feriados e finais de semana.

Eu não tenho empresa, mas vi algumas pessoas falando como é importante ter uma reserva de, pelo menos, 3 meses no caixa da sua empresa justamente para passar por momentos assim sem precisar demitir ninguém e conseguir pagar as contas devidas, que continuam sendo cobradas.

2. Volatilidade não é risco

Volatilidade é, na verdade, um risco. Muitos acham que investir em renda variável é arriscado porque os preços das ações sobem e descem demais. Isso é verdade no curto prazo. No longo prazo, o preço acompanha o desenvolvimento (lucros) da empresa. Note que a tendência mundial é de abundância. Eu e você temos acesso a coisas que reis, imperadores e gênios do passado nunca imaginariam em ter: desde água encanada, aviação comercial, acesso ao conhecimento de qualquer lugar do mundo, até celulares com poder de processamento maior que o computador que botou o homem na Lua. O futuro continua sendo promissor. Algumas pessoas abaixo da linha da pobreza nos Estados Unidos têm TV, celular, carro e casa própria. Claro, somos um país bem menos desenvolvido, mas estamos neste mesmo caminho. A volatilidade em períodos conturbados é normal, mas no longo prazo as ações de boas empresas só se valorizam.

3. Cuide de você e dos seus, esquece o resto

Estamos em uma crise mundial causada por uma doença altamente contagiosa que já matou quase 50 mil pessoas e infectou quase 1 milhão (no dia em que esse artigo foi publicado). As autoridades de saúde são as pessoas a serem escutadas neste momento. Não escute alardes de grupos na internet, não acredite no “áudio que minha prima recebeu e to mandando pra vocês” e evite ver notícias o dia inteiro na TV. Use o seu tempo e sua energia para trabalhar (caso consiga trabalhar de casa ou tenha emprego essencial), cuidar da sua saúde física e mental, e da sua família. Os problemas econômicos que vierem depois, a gente resolve depois. Lembre-se: não é uma crise política exclusiva do Brasil, é uma crise de saúde mundial.

4. Muita coisa vai mudar, esteja preparado

Estamos passando por um momento que tem o poder de mudar o rumo da humanidade. Já passamos por outros no século XXI, que na minha opinião foram: ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, crise econômica 2008. Já tivemos outros surtos de vírus, mas nenhum se compara a este, mesmo os outros infectando dezenas de milhões de pessoas. O 11/09 teve o poder de mudar completamente como vemos segurança na aviação civil, acredite que era possível entrar com objetos cortantes no avião (estiletes) e ainda os passageiros eram servidos com talheres de metal. Era permitido até fumar dentro dos aviões até 1988, hoje isso é loucura. A crise de 2008 mostrou como, mesmo no país mais liberal economicamente, o Estado ainda é responsável por salvar empresas gigantes falidas. E como fazer empréstimos sem a menor garantia de pagamento pode resultar uma reação em cadeia catastrófica.

Ainda não sabemos o que vai mudar, talvez a gente comece a usar máscaras para sair na rua, assim como os japoneses, ou iremos lavar mais as mãos, os supermercados irão continuar com serviço de entrega de feira, talvez daremos mais valor à Educação Financeira para não ficar em pânico na próxima crise.

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