Se você já deu uma olhada em listas de títulos do Tesouro Direto, produtos financeiros, Fundos imobiliários ou quaisquer outros possíveis ativos financeiros, é bem provável que você já tenha se deparado com uma das ferramentas mais intrigantes do mundo das finanças: os indicadores.

Ao procurar um CDB, por exemplo, costumamos avaliar o quanto ele oferece em juros (mais comumente medido em % do CDI). É interessante também dar uma avaliada na instituição financeira, para saber se você realmente pode considerá-la uma boa pagadora. Ou seja, além do retorno você deve avaliar o risco do investimento.

Quando partimos para a renda variável, a avaliação fica um pouco mais complexa. Mais aspectos devem ser observados e boa parte deles é mais difícil de compreender quando se está aprendendo. Seja por razões conceituais ou pela própria flutuação característica dessa área, criar um olhar adaptado para renda variável é um trabalho custoso e magnífico.

Essa é a minha maior dificuldade desde o início. Após vários anos de renda fixa, meus primeiros passos na renda variável foram bem mais parecidos com tropeços. Meu hábito simples de separar o dinheiro em pilhas, escolher os investimentos mais rentáveis disponíveis, verificar a credibilidade deles e comprar, tudo isso executado em minutos, teve que se transformar em um hábito bem diferente: analisar históricos, situação do país e dos setores econômicos detalhadamente, ler o dobro do que lia antes, tentar criar uma projeção, que ainda é bem pessimista e amadora, da minha carteira (análise fundamentalista, de que falaremos mais em breve), separar o dinheiro em pilhas, atualizar a estratégia e, finalmente, comprar. E o que antes me custava apenas minutos por mês, atualmente não tem fim. É algo que faz você realmente se envolver com a economia e precisar se manter de olho no horizonte e segurando firme o leme.

Para fomentar o seu estudo, fiz uma lista com alguns conselhos:

  1. Dividend Yield não é tudo;
  2. receita, o lucro e a margem são indicadores importantes;
  3. dívida de uma empresa também fala muito sobre a realidade dela diante de seu setor;
  4. valor de mercado é ótimo para efeitos comparativos;
  5. É bom dar uma olhada na liquidez corrente da empresa;
  6. fluxo de caixa líquido pode entrar como um parâmetro de avaliação;
  7. patrimônio de uma empresa é avaliável assim como o seu próprio.

Ganhar familiaridade com esses termos transformou meu olhar que antes era ávido por lucratividade e “números grandes” em um olhar que procura muito mais por potencial e boas raízes. Sem falar que indicadores soltos não querem dizer muita coisa, é preciso entender a relação entre eles no contexto da empresa, seu setor e segmento de atuação.

Manter um patrimônio em valor diversificado requer conhecimento para separar as coisas e extrair o melhor de cada possibilidade, realizando investimentos estudados com paciência e constância. O que você recebe de volta: retornos maiores e tranquilidade. Depois de escolher boas empresas e realizar aportes pequenos e mensais, você só vai precisar revisar os indicadores anualmente.

Conhecer, observar e conseguir “ouvir” os indicadores é parte importante do caminho para esse cenário. Mãos à obra!

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