Sou uma iniciante no mundo das ações. Isso significa que eu ainda tenho muito a aprender (não só nessa área, em tudo na vida). Então, nem sempre eu acerto nas minhas escolhas. Além disso, tenho uma forma de estudar que concentra uma parte dos esforços numa certa “tentativa e erro”, por exemplo, fazer experiências e observar o resultado final de caminhos diversos é uma abordagem que me ensina muito. E assim também acontece com minha educação financeira: uma parte dos meus investimentos é dedicada para fazer experimentos e descobrir tendências de ganho ou perda.

Como mencionei no texto “Por que comecei a investir em renda variável?”, uma das coisas mais legais sobre ser acionista é passar a ter um termômetro e estar sensível às oscilações do mercado e seus diversos setores.

Para me ambientar nessa flutuação, gosto de reservar uma quantidade de dinheiro (geralmente parte do dinheiro que deixo livre para o que gosto de fazer) e fazer aportes experimentais. Assim, gero um ambiente “controlado” para meu aprendizado e posso errar à vontade sem ter prejuízos dolorosos.

Alguns dos meus maiores erros e aprendizados serão mais desenvolvidos em textos que serão publicados ainda nessa série de Renda Variável, mas para apresentá-los, resolvi fazer uma listinha:

  1. Confiar mais na tendência (ou hype) do que nos gráficos e indicadores. Sabe aquela empresa que divulga aos quatro cantos que tem a ação do momento? Pois é, coisa de momento é exatamente aquilo de que alguém que deseja evoluir um patrimônio deve fugir. E não digo que não compre (é sempre bom ter o dinheiro de fazer uma “fezinha”), mas não aposte todas as suas fichas ali, nem uma parte tão grande que colocará abaixo muito do que levou tempo, trabalho, esforço e abdicação para ser construído.
  2. Comprar ação (ou FIIS) apenas pela promessa de dividendos altos.  Esse foi exatamente o momento em que eu vi o maior valor negativo naquele painel (e Wagner mandando o maior “rapaaaaaaaz”).
  3. Investir Buy&Hold com esperanças de Day Trade. Imagine que você está construindo um navio. Ele deverá ser consistente, ter elementos que visem a segurança e provavelmente será usado por prazos maiores. Agora imagine pegar uma prancha e ir surfar. Pois é, não dá para surfar com um navio e nem cruzar o mar aberto numa prancha. Até pode ser que dê, mas se você for tentar… se prepare para O PERRENGUE.
  4. Me apavorar e vender. Meu coração não quis ver a queda esperando o apogeu. Vendi para não passar pelo maior desconforto da renda variável: não é uma renda que varia só para cima e você pode perder dinheiro.

Encarar esses erros me faz pensar no quanto eu estava informada sobre eles antes de começar a investir em Renda Variável. Eu sabia na época sobre tudo isso, mas fazer testes e “sentir na pele” foi muito importante para compreender que não era brincadeira e que realmente, às vezes o pior que pode acontecer a um iniciante é se dar bem, pois ele acaba não tendo lições que podem fazer ele se dar muito mal no futuro por evoluir pouco, se mantendo iniciante. Agora também encaro os valores negativos com menos pavor e tenho amadurecido a ideia de acompanhar o crescimento.

Por fim, fica a lembrança de que a experiência e a absorção real do conhecimento vem do estudo aprofundado da teoria somado a uma intensa e contínua aplicação na prática.

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