Desde que eu comecei a escrever junto com Wagner aqui pro blog, comecei a prestar mais atenção nas conversas que eu tenho. Esse fim de semana eu percebi que as maiores epifanias que eu tenho são em meio a conversas simples e despretensiosas em que, num dado momento, as pessoas começam a se abrir umas para as outras.

Estava conversando com um grande amigo sobre uma situação complicada que vivemos com outro amigo nosso, e nos perguntando como devíamos agir com ele. Em meio a várias opções do que fazer, nos demos conta do quanto é difícil acertar.

Ninguém estava certo, nenhum de nós estava dando o melhor de si.

E foi então que começamos a perceber a dimensão dos erros. E como eles estavam presentes a todo momento, mesmo fora da situação inicial da conversa.

Nós estamos errando consigo mesmos o tempo inteiro. Com nossos pais, namorados, amigos, colegas de trabalho, patrões e empregados, filhos… O tempo inteiro. E eles igualmente estão errando conosco de volta. Seja em que aspecto for.

Não estou apenas falando de expectativas criadas ou acordos fechados, como quando alguém erra por mentir ou trair. São erros constantes, grandes e pequenos, que estão la quando falamos algo sem pensar, quando não somos maduros diante de um não ou de uma discordância e mesmo quando mentimos ou traímos a confiança de alguém. Não importa o que foi, é impossível passar por essa vida sem errar.

E por mais que o título desse artigo pareça hiperbólico demais, se você tiver atenção aos detalhes, perceberá que não há uma relação humana que seja de acerto em sua totalidade.

Usamos nossa amizade mesmo como um exemplo. Temos uma parceria rara de acontecer mas, ainda assim, erramos um com o outro. Seja por termos realidades diferentes e maturidades diferentes diante de situações diversas, ou mesmo por estarmos num mau dia.

Ninguém está acertando por completo.

Por mais que exista boa vontade, entendimento e esforço, ninguém está acertando por completo. E acrescentamos mais um erro para a conta quando esperamos do outro que ele não falhe.

No fim das contas, concluímos que esse é o mecanismo que temos para chegar ao objetivo desse “plano espiritual”. Estamos errando constantemente, inevitavelmente. Algum aprendizado nós vamos tirando disso.

E para não entrar em áreas muito pessoais em torno de crenças, encerro com a conclusão de que, mais do que tentar acertar, devemos abraçar os nossos erros e fracassos como o melhor material de aprendizado que temos. Ser orgulhoso e não admitir para si mesmo os próprios erros nos impede de torná-los úteis.

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