No fim de semana, eu estava assistindo uns vídeos e me deparei com uma sugestão que me chamou atenção. O título do vídeo era “Síndrome de Gabriela”, e como eu não entendi ao ler, resolvi assistir para descobrir do que se tratava. Descobri que se trata de uma referência à música tema da telenovela Gabriela, baseada no enredo escrito por Jorge Amado.

A música diz:

Eu nasci assim, eu cresci assim,
E sou mesmo assim, vou ser sempre assim:
Gabriela, sempre Gabriela!

Modinha para Gabriela – Gal Costa

Como já deve ter dado para interpretar, se refere àquelas pessoas que se recusam a fazer adaptações no seu comportamento. Não se trata de se recusar a mudar convicções e aspectos de sua individualidade apenas para agradar os outros, mas de um comportamento narcisista, egoísta e avesso a críticas.

O convívio com essas pessoas é conflituoso, pois suas ações tendem a ser desrespeitosas, pois por se entenderem como cheios de razão, não conseguem ouvir e fazer reflexões sobre como suas ações interferem no bem estar do outro.

Pessoas assim costumam ter um comportamento arisco e defensivo quando recebem críticas e acreditam que apenas os outros devem se adaptar a elas, amar os seus defeitos e nunca o contrário. Em seu comportamento orgulhoso, degradam relações e perdem uma parte significativa de sua evolução, amadurecimento e experiências de vida.

Desperdiçam partes significativas de sua existência, pois viver é se transformar.

É importante, assim como em todos os outros transtornos de personalidade, que se busque tratamento para isso. O entendimento de que mudar é natural e fundamental, e que a dificuldade nesse caso está em admitir-se imperfeito e se abrir para o crescimento.

Uma crítica genuína que vem de alguém que tem afeto real por você é quase um elogio, visto que a pessoa enxerga em você o potencial de se tornar ainda melhor do que sua configuração atual.

Como costumo dizer em outros temas, não somos esculturas em mármore. Somos seres humanos cheios de potencial físico e mental, mutáveis, com evolucionabilidade e adaptabilidade em altíssimos níveis. Não refreemos esse processo.

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