Esse é mais um texto que surgiu de vários pedaços de vida. Uma conversa tarde da noite com um amigo, uma sessão de terapia e um vídeo. Todos tornados em meditação sobre o tema em busca de compreensão.

O primeiro momento foi esse vídeo. Uma parte dele me trouxe uma reflexão bastante intensa. Nele, a mãe fala sobre os desafios dos testes que uma criança faz com o adulto durante o desenvolvimento. Mas como eu SEMPRE menciono aqui, tudo que a educação infantil traz pode ser adaptado para adultos também.

A criança tem atitudes difíceis de lidar, que “perturbam a paz”. De forma inconsciente, além de estar aprendendo os limites para o convívio, ela também está verificando se depois de tudo isso ainda é amada. Se aquela comunidade em que vive oferece a ela um solo firme mesmo depois da tribulação. E se a gente parar para pensar um pouquinho, será que nós obtemos essas validações? Será que não deixamos inconscientemente de ser nós mesmos por medo perdermos amor?

E aí eu levei isso para a terapia. O quanto eu reprimo e rejeito de mim mesma por temer não ser digno de amor. E então, ficou o questionamento: se eu, diante das partes dos outros que “perturbam a paz”, consigo continuar os amando, por que eu não poderia também ser amada com todas as minhas características?

E veja bem, não estou falando de atitudes que precisam mudar ou de insistir em erros. Estou falando de características mesmo. Coisas que no fundo, no fundo, só são invalidadas através de expectativas frustradas e uma construção de um ideal imaginário.

Por fim, como sempre gosto muito de fazer, dividi com um amigo meus pensamentos sobre essas reflexões que andei tendo. A gente concluiu que pode fazer muito pelo outro quando ama incondicionalmente. Se nosso sentimento vacila nas primeiras incompatibilidades, se deixamos o outro no “abandono” por estarmos frustrados demais esperando que ele nos obedeça e seja como a gente quer, estaremos limitando progressos que podem acontecer em conjunto.

Olhar para si sempre é uma ótima maneira de exercitar o amor. Desejamos ser compreendidos e amados em nosso amadurecimento. Por que iríamos permitir que o outro não encontrasse amor quando suas características mais difíceis aflorassem?

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