O ser humano é um animal primata bípede, dotado de uma capacidade mental vasta e um polegar opositor. Em seu comportamento médio, não costuma ser sozinho. Para iniciar a reflexão, uma pergunta: você já se sentiu mais à vontade com um problema ao saber que não era o único passando por aquilo no momento? Isto acontece pois a maioria de nós pode ser comparada a um barco, não como na propaganda sobre acidentes marítimos, mas pela necessidade de algo que ofereça segurança e orientação, um farol.

Quando analisamos a estrutura de nossa sociedade, podemos verificar pouquíssima descentralização quando pensamos em liderança.

Governos costumam ter ordens hierarquicas que culminam em um máximo líder. A maioria das religiões tem um guia ou messias. Temos a tendência de buscar uma figura que parece mais capacitada que nós para aliviar nossa responsabilidade na tomada de decisões, na solução de problemas e na definição do certo e do errado.

Encontramos conforto quando estamos acompanhados, mesmo que falhando, e a figura do líder é a validação que muitos procuram para as suas ideias e crenças. Nos sentimos cuidados e aprovados por um líder que compartilha de alguns de nossos princípios e, assim, acabamos nos adequando a alguns dos princípios do líder para que a comunidade se harmonize.

Para exemplificar a importância que damos à figura de autoridade, recomendo a leitura sobre o Experimento de Milgram. Nesse experimento, foi observado que nós, humanos, podemos fazer algo que vai completamente contra nossos valores caso seja parte de uma obrigação delegada a nós por um líder. Os participantes do estudo deviam dar choques dolorosos em outro indivíduo, que implorava para que eles parassem, enquanto o chefe do experimento indicava que ele deveria continuar. Sem surpresas, foi constatado que a maioria continuava, mesmo sentindo profundo incômodo. O que levanta discussões sobre a violência em campos de concentração e outros locais onde uma figura de autoridade indicava as regras.

Outra boa fonte de entendimento da influência do líder é a série de título Wild, wild country que fala sobre o culto de Osho. Temos também o episódio de Jonestown. Mas não precisamos apenas de exemplos humanos de líderes que chegam a ser cultuados. O ser humano encontra o seu farol, seja ele alguém ou alguma coisa que vai de uma figura espiritual até uma simples direção.

É fundamental que sejamos abertos a conhecer muitas ideias e inclinações de opinião. Apenas com conhecimento, olhar empático e consciência coletiva é possível termos o poder de ponderar sobre quem permitimos que seja para nós o farol. Lembre-se, um bom líder nos leva a frente, mas precisamos primeiro da autoliderança para que esse líder escolhido seja a direção para onde queremos olhar.

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