Quando divido meu dinheiro em pilhas para destiná-lo a necessidades e investimentos específicos, costumo chamar o dinheiro que uso para me divertir de “dinheiro livre”.

O resto do meu dinheiro não está privado de sua liberdade, apenas chamo assim para relacionar com “dinheiro que vou gastar no meu tempo livre”. Que é o dinheiro empregado para passeios, viagens, comprar mimos e açaí.

Mas quanto dinheiro deve ser deixado livre e quanto deve ir para investimento?

Essa sempre é a primeira “dica de ouro” quando me perguntam isso: como dissemos nesse artigo aqui, primeiro você deve anotar tudo aquilo que é despesa fixa. Suas contas de casa, alimentação, recursos, saúde, educação, transporte… Uma vez que esteja tudo anotado, veja o quanto restou. Você pode estar tentado a dizer “nada”. E pode ser realmente que isso seja uma realidade, mas como a tendência é que os usuários com acesso a internet têm também acesso a outras necessidades que vão além da base da pirâmide de Maslow, sugiro que verifique nesses gastos fixos o que é supérfluo e poderia ser cortado. Não estou falando do seu plano de saúde, nem de um curso, por exemplo. Estou falando de uma TV a cabo que você não assiste com frequência, um plano de aplicativo de música que você poderia trocar por um plano família, taxas mensais de conta de banco, ou algo assim. Uma vez que isto seja avaliado, você provavelmente teria um valor para distribuir em investimentos, seja para sua independência financeira ou no seu bem mais precioso: você mesmo.

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Feito isso, escolha uma proporção do que restou para esses destinos. A boa notícia é: você não precisa inventar uma porcentagem única para usar sempre. Quando você tiver o desejo de fazer uma viagem, você pode investir menos dinheiro em títulos e juntar uma porção maior para as despesas de passagens e hospedagens. Quando você não estiver com muito tempo livre, pode comprar mais ações e comprar lanches mais baratos, por exemplo. Mas o importante é que você pague tudo sem perder o controle do dinheiro (pagando no débito ou em espécie, por exemplo).

Outro jeito interessante de distribuir bem os gastos na diversão é usar uma técnica high-low, que é uma ótima maneira de gastar bem para gastar sempre. Ir a uma viagem que você sonha e é cara, mas se hospedar em um lugar mais simples ou compartilhado, ou ir para aquela festa mais cara com o músico que você adora mas poupar no consumo de bebidas e lanches. Em resumo, ter equilíbrio e não sair gastando um dinheiro que você não tem, ou que até tem e poderia empregá-lo em mais diversão depois. Lembre-se, a gente sabe que só se vive uma vez.

Por fim, reforço que a diversão é uma prioridade, assim como qualquer despesa importante para a sobrevivência. Como em vários outros temas que debatemos, a diversão e a educação financeira não são apenas sobre dinheiro. É possível encontrar lazer e entretenimento em boas companhias e em coisas simples e gratuitas, e com equilíbrio você poderá desfrutar do melhor dos dois mundos: do divertimento pago e das coisas que o dinheiro não compra.

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