“É mais fácil não carregar um fardo”

O trecho que mostrarei a você hoje foi retirado de um livro bestseller internacional de um autor canadense. Neste livro, ele lista uma série de regras que você deve seguir para “prevenir o caos” da realidade atual: casamentos que acabam, filhos sem educação apropriada, amigos falsos e comparações com outras pessoas através de redes sociais. Falando sempre de disciplina, amizade, coragem e necessidade de pensamento verdadeiro. Fazendo ligação até entre nosso cérebro pré-histórico com a Bíblia.

O livro em questão é o “12 Regras para a Vida – Um antídoto para o caos“, de Jordan Peterson. Psicólogo clínico e professor da Universidade de Toronto, já lecionou também em Harvard. Publicou mais de uma centena de artigos científicos e é autor de dois livros. Suas aulas e palestras estão disponibilizadas gratuitamente em seu canal de vídeos. Ele tem algumas ideias um pouco controversas e talvez você não concorde com as visões políticas e sociais dele, mas vale a pena descobrir o que ele tem a dizer, com certeza que você aprenderá pelo menos uma coisa interessante.

De que adianta escutar alguém que sempre fala o que você quer escutar?

Como você vai descobrir sua visão de mundo se nem escuta “o outro lado”?

O trecho em questão é retirado do capítulo “Regra 3 – Seja amigo de pessoas que queiram o melhor para você”. E, dentre vários outros aprofundamentos, ele nos presenteia com esse trecho:

É muito mais provável que tal indivíduo apenas tenha decidido recusar o caminho para o topo por causa da dificuldade. Talvez essa devesse ser a suposição padrão ao se encontrarem em situações assim. Isso é árduo demais, você pode pensar. Talvez você esteja certo. Talvez seja um passo muito grande. Mas observe que o fracasso é fácil de compreender. Não é necessária explicação alguma para sua existência. Do mesmo modo, medo, ódio, vício, promiscuidade, traição e trapaça não exigem nenhuma explicação. Não é a existência do vício, ou a idulgência com ele, que requer uma explicação. O vício é fácil. O fracasso, também. É mais fácil não carregar um fardo. É mais fácil não pensar, não fazer e não se importar. É mais fácil deixar para amanhã o que precisa ser feito hoje e afogar os próximos meses e anos nos prazeres baratos do hoje.

Para exemplificar, o autor usa esta situação do desenho Os Simpsons (disponível apenas em inglês):

Após ouvir que seus filhos irão um dia sair de casa e que se arrependerá de não passar mais tempo com eles, Homer diz: “Esse é um problema pro Homer do futuro. Amigo, eu não invejo aquele cara.”. E procede bebendo um pote de maionese com vodca.

Muitas vezes pensamos qual será o custo da mudança, o custo de fazer um novo curso de graduação, de aprender um novo idioma, de sair do emprego que não gosta, de sair do relacionamento atual, etc., e muitas vezes achamos esse custo alto demais. Raramente pensamos no custo de ficar parado, da estagnação, do “fracasso”, que à primeira vista, pode parecer baixo, já que basta simplesmente não fazer nada, ou apenas decidir pelas escolhas mais fáceis, como tomar um pode de maionese com vodca ao invés de dar atenção para os filhos, sem pensar nos grandes impactos negativos que isso terá no longo prazo.

Porém, lembre-se que você tem um encontro com você mesmo no futuro. O custo da não-mudança pode ser caro demais no médio e longo prazo.

Boa semana a todos!

Ah, para entender a imagem de abertura do post, vai ter que ler o livro 🙂

Um comentário sobre ““É mais fácil não carregar um fardo”

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