Hoje trago mais uma passagem de um filme. Dessa vez é a de um dos clássicos modernos de ficção científica, Matrix, lançado em 1999.

O filme conta a história de Thomas Anderson, um funcionário de uma empresa de tecnologia que trabalha em um dos inúmeros cubículos cinza, sem graça e iguais a vários outros e veste roupas sem graça, sem cor e iguais às que todos os outros vestem. Ele é apenas mais um no mundo. Fora do expediente ele é Neo, um hacker que vende informações roubadas de empresas no mercado negro.

Um dia, ele é abordado por Morpheus e descobre que tudo que ele vê, come, respira, toca e escuta é uma mentira. O mundo inteiro é uma prisão, humanos são feitos de escravos dentro de uma simulação de computador para as máquinas dominarem o “mundo real”. Mas essa não é uma prisão qualquer, é uma prisão da mente, feita especialmente para que os humanos achem que está tudo bem, que está tudo perfeito basta viver que a vida que foi programada para você que tudo dará certo no final. Alguma relação com nossa realidade?

Para introduzir o conceito da Matrix a Neo, Morpheus usa um exemplo prático:

Perceba que todos estão com roupas parecidas e de preto e branco, sem identidade própria, estão correndo, esbarrando uns nos outros, naquela “correria” que quem mora em grandes cidades sabe muito bem como é. As pessoas da cena: executivos, professores, advogados e carpinteiros têm a mente refém do sistema, acham que a vida é apenas ir para colégio, para universidade, casar, ter filhos, trabalhar no mesmo emprego por 35 anos, se aposentar e morrer. É esse tipo de pessoa que o sistema busca, obediente a regras que ninguém criou, que apenas existem, sem questionar, vivendo a vida que foi programada para elas.

Algumas delas estão tão habituadas e dependentes do sistema que, se algo ameaçá-lo, estão prontas para lutar. Quando alguns criticam o funcionalismo público, previdência pública, ser empregado dos outros, a posse de objetos materiais, quando questionam a necessidade de financiar um imóvel em 30 anos e um carro em outros 5, quando simplesmente mostram que existe outro caminho, que as pessoas são livres e com grande potencial para fazerem o que quiserem, sempre há aqueles armados com unhas e dentes para defender o sistema, defender que nada mude, que todos se vistam iguais, tenham corte de cabelo igual, empregos iguais, mentes iguais e vidas iguais, estudando, casando, tendo filhos, trabalhando por 35 anos, se aposentando e morrendo.

Se você for uma dessas pessoas, sinto muito, você não está pronto para ser desplugado. Se não mudar, está fadado a viver com a mente refém.

3 comentários em “Você está pronto pra ser desplugado?

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