Na postagem de hoje, vou pedir para você assistir a algumas propagandas. Calma! O site não foi vendido e nem é um truque barato de vendas.

Recentemente, uma propaganda de uma empresa de lâminas de barbear e produtos cosméticos predominantemente masculino publicou uma propaganda que vai além do COMPRE! COMPRE AGORA! que estamos acostumados a ver na TV. O vídeo tratou da masculinidade tóxica no ambiente social atual. Veja o vídeo abaixo (todos os vídeos postados nesse artigo têm legendas em inglês disponíveis):

Infelizmente, a propaganda ficou no centro de uma discussão política que mais parece briga de torcida de futebol. Não vamos entrar no mérito se a propaganda está certa ou errada. Gostaria apenas de mostrar essa e outras têm mensagens interessante para passar pros consumidores, que pode ser motivo de reflexão e um debate saudável. Essa primeira, por exemplo, questiona os valores que meninos, garotos e homens crescem e vivem achando que é o correto e normal, que os comportamentos mostrados na primeira metade do vídeo fazem parte do que “é ser homem”, e chama o público para tomar uma atitude de mudança.

Em 2016, um famoso jogador da NFL (liga de futebol americano profissional nos Estados Unidos), Colin Kaepernick,  protestou contra a desigualdade social no país se ajoelhando durante a execução do hino nacional americano antes de cada partida de seu time. Nem preciso falar (repetindo) que a propaganda ficou no centro de uma discussão política que mais parece briga de torcida de futebol (nesse caso, literalmente). Uma famosa empresa de artigos esportivos o contratou para fazer a propaganda abaixo, trazendo a mensagem “ter sonhos malucos” e de fazer o que você acredita, mesmo que signifique sacrificar tudo. No caso do jogador, realmente ele sacrificou tudo, pois desde 2016 nenhum time quis contratá-lo.

Esta outra, de uma empresa japonesa de cosméticos femininos, mostra uma bailarina, Misa Kuranaga, falando que seu DNA é um “pequeno ditador” por fazer com que seu corpo não seja adequado para o balé. Muito provavelmente o que ela diz no vídeo foram críticas que ela passou a vida inteira escutando. O que os críticos não sabiam é que ela tem um mindset de crescimento, e usou isso como combustível para ser tornar cada vez melhor, ignorando completamente qualquer “limitação” física e se tornando a principal bailarina do Balé de Boston em 2009, a primeira asiática a ocupar o posto. Veja o vídeo:

Lembrem-se que vivemos em um mundo predominantemente capitalista, empresas apelam para este tipo de propaganda para tentar relacionar seus produtos com uma mensagem positiva e gerar foco na mídia. Em uma rápida busca na internet, consegui achar controvérsias e acusações judiciais contra todas as três empresas das propagandas postadas. Para salvar tempo no mercado e alguns fios de cabelo sem discussões acaloradas, vamos apenas nos ater apenas às boas mensagens das propagandas e às reflexões que elas propõem. Vale também de aprendizado se você trabalha com publicidade ou produção de filmes. Nos vemos semana que vem!

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