Sempre que alguém fala de Educação Financeira, um tema bem na moda, pensamos logo em investimentos. Queremos logo saber sobre renda passiva, juros, liquidez, Tesouro Direto ou até mesmo ficar magicamente milionários com a Bolsa de Valores. Infelizmente, a realidade é outra. Os investimentos são apenas uma pequena parcela do todo. Como podemos falar de investimentos com alguém que está endividado? Ou com alguém que não tem um centavo sobrando no final do mês?

É necessária uma escalada árdua e, muitas vezes, solitária – porém recompensadora – até que possamos pensar na tão sonhada Independência Financeira. A riqueza vem de dentro pra fora, e ganhar mais dinheiro pode não resolver seus problemas se você não for educado financeiramente. Os ricos são ricos porque fazem as escolhas certas: não compraram aquele carro ou aquela casa quando não podiam, saíram de seus empregos para serem empreendedores que trabalham 80 a 100 horas por semana e, acima de tudo, não tratam o dinheiro como tabu ou algo proibido.

Mas, antes de nos aprofundar nesses temas, cada um tem que saber o estado atual da sua saúde financeira. Para isso, devemos organizar uma lista de gastos mensais para saber exatamente para onde o seu dinheiro está indo, onde se podem cortar gastos e, claro, o famoso “dinheiro que sobra” (veremos que isso é uma ideia completamente errada em artigos futuros). Muita gente tem medo de saber como está sua saúde financeira, do mesmo modo que não querem ir ao médico para saber um diagnóstico. Porém, saiba que a doença está lá, está destruindo seu futuro, seus sonhos, seu tempo e sua vida. É necessário dar um basta nesse medo e tomar providências. Se tiver vergonha (ou receio) de compartilhar a saúde da sua carteira com outras pessoas, comece fazendo sua lista sozinho e depois compartilhe com seus familiares, por exemplo.

Se você está começando agora, eu recomendo que não use uma planilha pronta, pois você verá uma enxurrada de informações que podem não fazer o menor sentido para você (gastos com carro, aluguel, financiamentos, escola dos filhos, plano de saúde, etc.). Recomendo que faça como eu, você só vai precisar de:

  • Três canetas:
    • Preta, para escrever a data e fonte do gasto/ganho;
    • Azul, para ganhos (salário, por exemplo);
    • Vermelho, para gastos.
  • Um caderno;
  • No final do mês subtraia os ganhos do gastos e parabéns! Você conseguiu dar o primeiro e importante passo para seu sucesso financeiro.
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Planilhas podem ser bem difíceis de gerenciar, só recomendo o seu uso após adquirir o hábito de anotar os gastos/ganhos.

Não se esqueça de fazer disso um hábito, todos os gastos e ganhos deverão estar anotados no seu caderno. Use seu celular para fazer as anotações quando estiver fora de casa e passe-as a limpo o mais rápido possível. Ao final do primeiro mês, você já terá uma boa noção da sua saúde financeira.

Não crie preconceitos com esse hábito e nem queira obter resultados da noite para o dia. A Educação Financeira precisa ter raízes fortes, ou você desistirá na primeira dificuldade. Lembre-se: você escolhe o que planta, mas é obrigado a colher o que plantou. Não dê desculpas.

5 comentários em “Por onde começar a sua Educação Financeira?

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